Glória Mortal • Livro #02

12:00


Sinopse: A primeira vítima foi encontrada caída na calçada, na chuva. A segunda foi morta no próprio prédio onde morava. A tenente Eve Dallas, da Polícia de Nova York, não teve dificuldades para encontrar uma ligação entre os dois crimes. As duas vítimas eram mulheres lindas e muito bem-sucedidas, mas que mantinham relações que poderiam provocar suas mortes. Suas vidas glamourosas e seus casos amorosos eram assunto na cidade, assim como suas relações íntimas com homens poderosos e riquíssimos.

Sobre o Livro ~ Informações Técnicas

Glória Mortal
Série Mortal # 02
Título Original: Glory in Death
Ano: 2006
Páginas: 363
Tradução: Renato Mota
Editora: Bertrand Brasil
Nota: 

Resenha, por Elisabete

Apesar de alegarem que os livros podem ser lidos foras de ordem eu não concordo, navegando no grupo do facebook dos fans da série Mortal, percebi que muitas das perguntas feitas, só eram respondidas por quem tinha lido todos os livros ou os primeiros da série. Isso deixa a leitura ruim? Não sei, mas depende de seu grau de interesse na resposta. Outro fator que ajuda aos livros para serem lidos fora da ordem da história é a narrativa em terceira pessoa.

Digo isso, porque no segundo livro a Tenente Eve Dallas tem que conviver com as consequências da resolução de um crime que envolveu grandes nomes e também por seu relacionamento com Roarke. Afinal ele não é um mero mortal.


"- Eu diria, Eve, que você é uma policial melhor, e uma mulher melhor, por causa disso. Um foco único na vida nos limita e pode, com frequência, se tornar obsessivo. Uma vida saudável precisa de mais de um objetivo, de mais de uma paixão. - Então acho que a minha vida está ficando mais saudável."

Desta vez, os crimes não parecem estar conectados, o que dificulta muito a investigação, porque tudo si torna menos obvio e mais abstrato. Além de envolver de maneira pessoal o Capitão Whitney levando em consideração que nenhum de nós ficaria a vontade de investigar o próprio chefe e amigo, Dallas ainda tem que lidar com a dor da família Whitney nesse momento de perda. Talvez você considere isso fácil, afinal trata-se de um pouco de tato, porém em se tratando de Eve isso é uma dificuldade imensa! Afinal ela não tem nenhuma habilidade em lidar com relacionamentos, sejam da espécie que forem.


" Tudo o que eu precisava estava ali. Queimei as pestanas para conseguir chegar a tenente, e acho que posso continuar ralando para chegar à patente de capitão, talvez mais. Realizar o meu trabalho era tudo que havia. Era importante pra mim ser a melhor, deixar uma marca. Isto ainda é importante, mas não representa tudo agora."

Isso fica muito claro nas cenas do funeral, e em seu relacionamento com Roarke. Pausa – Sério isso no livro me incomodou demais, porque o perfil traçado pela JD relacionado à Roarke não condiz com as atitudes dele aqui e não sei quem ficou mais ansioso com esse relacionamento, Roarke ou a própria JD. Ficou corrido, porque de eu gosto para o status de mulher da minha vida, foi muito rápido. Eu ainda não me animei com esse casal =/, mas estamos aqui pelos crimes e soluções dos mesmos não é? Outro ponto negativo, mais uma vez Roarke entra na lista de suspeitos, que chatisse, totalmente dispensável pra história. Eve continua sendo uma ótima policial e fugindo de seus sentimentos e, é claro tentando não se comprometer demais e isso estremece o relacionamento com Roarke, fazendo com que ela fique emocionalmente abalada. 


"A mulher ao seu lado defendia os mortos."

Outros assassinatos com o mesmo “modus operante” vão ocorrendo o que deixa ainda mais coisas para encaixar o quebra cabeça, e o modo de matar passam a ser a marca registrada do assassino e também a ligação entre os casos. Confesso que demorei mais pra acertar o assassino, bem mais. O que é ótimo pra esse tipo de história.


E com o decorrer da história, pequenas peças do quebra-cabeça se juntam preenchendo as lacunas sobre o passado não só dos protagonistas, como também dos demais personagens. E é assim que a trama vai te mantendo presa a ela, com novos crimes, pistas falsas, e os “esqueletos encontrados nos armários” tanto das vitimas quanto dos protagonistas.


"Ela jamais vira o Oceano Pacifico e se perguntava naquele instante como foi que ele conseguira o seu nome tão sereno, quando na verdade parecia tão vivo e pronto para ferver."

Outra prova da genialidade da Nora é à entrada de novos personagens, de um jeito tão perfeito que me peguei torcendo pra eles realmente ficarem “fixos” na história. Novos personagens não só agregam a história quanto preparam terreno pra o próximo livro. Como por exemplo, a descoberta (pelo leitor) de desafetos na vida da tenente Eves.. Ah alguém como ela não passaria na vida sem pisar alguns calos, mas também a seu modo construindo alguns poucos e bons relacionamentos de amizade.


" - Nossa, Dallas! - Ele movimentou os ombros e flexionou os dedos, como um pianista prestes a executar um concentro. - Minha mulher vai sentir saudades de mim"


Agora, me vi achando uma sacada muito grande da Eve “falando pelas vitimas” afinal, um golpe certeiro na garganta, às cala para sempre. Recomendo muito a leitura, principalmente por ter me deixado sem saber o que me aguarda no terceiro, sendo mais um mistério a ser resolvido, dessa vez por mim!

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2 comentários

  1. Nossa, que diferente! Me lembrou um pouco Sidney Sheldon! Adoreiii a resenha. estou começando a me interessar muito por livros que tem mistérios e assassinatos! Beijos, Bete!

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    Respostas
    1. Olá Yasmim, te garanto uma chance pra um livro da Nora é abertamente a descoberta de um novo amor!! Permita-se ♥ Beijo Grande!! Slainte!

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